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Torcicolo: especialista dá dicas de como melhorar o incômodo no pescoço

Transtorno que acomete a maioria da população pode ser minimizado com água quente e repouso.

Confesso a vocês que estou escrevendo essa coluna lutando para olhar para a frente, devido à um torcicolo. Essa dor no pescoço, que limita os movimentos e causa desconforto por alguns dias, pode acontecer com qualquer um, a qualquer momento. Por isso, reuni dicas, as quais eu mesma estou aplicando, para melhorar esse incômodo e conseguir lidar melhor com as tarefas do dia a dia.

Dica #1: Paciência

Parece que essa dor nunca mais vai sumir, não é mesmo? Mas calma, ela melhora sim. Porém, é comum que o torcicolo dure entre doi ou quatro dias. Por isso, paciência, pois níveis elevados de stress podem até piorar a tensão muscular que já existe.

Dica #2: Cuidado com manobras bruscas

Eu sei que a vontade é pedir para alguém “estalar” o seu pescoço, fazer uma massagem forte. Você está topando qualquer negócio para essa dor ir embora. Porém, manobras bruscas, principalmente feitas por quem não é profissional, podem atrapalhar ao invés de ajudar.

Dica #3: Água quente

Usar bolsa de água quente ou deixar cair bastante água quente no banho costuma trazer alívio.

Dica #4: Repouso ao longo do dia

Ir para uma posição confortável ao longo do dia, na qual a dor diminua, auxilia na melhora mais rápida do problema. Para mim, a melhor posição é deitada de barriga para cima, mas isso depende da pessoa e da dor. Encontre a sua e tente fazer algumas pausas ao longo do dia.

Dica #5: Poupe-se

Quanto mais você fizer o movimento que cause a dor, pior o torcicolo vai se tornando. Então, peça ajuda, poupe a região dolorida e, principalmente, não fique “testando” o movimento problemático, tentando mover a cabeça toda hora. Quando estiver melhor você vai saber, tenha certeza.

Caso o torcicolo não apresente nenhuma melhora em três dias, é importante procurar um fisioterapeuta ou médico. Boa sorte com as dicas.

Raquel Castanharo – Fisioterapeuta formada e mestra em biomecânica da corrida na USP. Realizou pesquisa em biomecânica da coluna na Universidade de Waterloo, Canadá. Trabalha com fisioterapia e avaliação biomecânica em São Paulo e Jundiaí.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/